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Julho 10, 2009

Enquanto isto resolvi me arrevessar em outro lugar:

http://nathieaoreves.blogspot.com/

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Não tô pra lirismo.

Junho 16, 2009

Mas não descabelo não: Nunca penteei!

15 de junho de 2009. Ui,gente, como cansa, né? Tô legal, tô legal. Tô até dando sorrizinho pra amenizar, ó: =].

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“Porque és o avesso do avesso do avesso”

Junho 7, 2009

E todo avesso é apenas um dos avessos de um dos seus próprios avessos… e tudo o mais se avessa!

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A pressa da alma atrasa a calma do corpo

Junho 7, 2009

Debatia as as asas sem voar. Estes são meus pés. Ainda longe dos céus, ainda longe dos seus… Chão.
Debatiam-se porque não compreendiam nossos significados. Nossas leis, subterfúgios, convencionalismos não os alcançavam. Afinal, eram apenas pés, eram nada mais que pássaros, eram pés agonizados, feito galos! De que valem suas asas, seu bico? Não canta, não voa. Acordou cedo então e foi gritar sua dor pro mundo.
Meus pés também despertaram mais cedo. A mente ainda estática, o mundo dormia. Mas os pés já iam rápidos. O corpo atrás, atrasava, engaiolava, ironizava, que os pés só escutavam a alma… e a alma nesse mundo não é nada!
A alma gritava “corre”, o corpo desdenhava “calma!”. E o mundo culpou a alma e idolatrou o corpo, e o corpo se inventou mais forte e agaiolou e condicionou a alma – numa redoma de cuidados que não precisava -, que ignorou que era livre, ou bela, ou forte. A beleza aprisionou-se como vôo condenado: A alma forte de um povo fraco.
Envolveram as pernas com gelo, a alma, congelaram: Você, pequeno pé, não anda, não ama. Pequeno galo, que nem voa, nem canta. Você é apenas alma, apenas galo, apenas pé.
Mas não puderam. O galo ainda gritou sua dor, seu grito ainda acordou a alma, a alma ainda extravasou-se pelos pés, os pés ainda quiseram o céu – nos seus. E eu, não só ilusão, amor também, com uma dor que não calou e grita: PRESSA!

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Ah, o desfalecimento!

Junho 7, 2009

Hoje era tudo que eu queria: Desfalecimento.

Desfalecer:
v. int.,
enfraquecer;
perder as forças;
desalentar;
desmaiar;
esmorecer;

“Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem. ” Saint Exúpery.

Primeiro de dezembro de 2008.

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Bonsai e solidão

Junho 7, 2009

Algumas coisas que quero: Uma solidão só minha, uma árvore só minha e um espaço só meu.

Cansei de dividir. Chega uma hora que a hora chega. São alegrias divididas, fantasias divididas, sonhos divididos, planos divididos, roupas divididas, pensamentos divididos, tristezas divididas. Eu não quero deixar de dividir nada disso, algumas coisas só têm esplendor quando são compartilhadas e reconheço a essencialidade. Mas existe uma outra necessidade, e o que eu preciso agora é de uma solidão só minha. Poder esticar todas minhas nuances ao extremo sem me preocupar em esbarrar na fragilidade das pessoas, sem despertar seus diabos.
Ser limitada é fadigoso. Ando na ponta dos pés desde pequenina, o que antes era apenas um comportamento inofensivo, agora é uma espécie de rito habitual, uma tal cautela minuciosa, nociva até. Ai, ai, mas como cansa. Como às vezes quero jogar o peso do meu corpo sobre os pés e deixar o calcanhar afundar no chão, sem me preocupar com o olhar interrogativo das pessoas e suas milhares de interrogações vazias – como talvez sejam as minhas.
Às vezes falo uma coisa rasa, ou faço alguma coisa rasa e as pessoas já vêm com suas milhares de interrogações, já estatalam os olhos, já me olham torto. Nessas horas eu vejo como o mundo se habituou a ser supérfluo. E talvez seja justamente pra terem cada vez menos palavras que expliquem suas dores que as pessoas lêem cada vez menos, que se amoldem cada vez mais a publicações, e noticiários e músicas levianas. É bumbum que mexe, sobe e desce. Isso importa? Digo, isto é realmente o que nos importa?
Não quero estar em um mundo de pessoas totalmente profundas, filósofas e amantes. Que saco isso seria. Seria até insano. A gente precisa do trivial, a gente precisa até do sórdido às vezes. Mas sempre? E nunca ir ao outro lado?
Ter que ver o olho de uma mãe encher de água ao olhar pra trás e ver seu menininho grudado nas grades do portão enquanto ela tem que sair pra cumprir as obrigações que o mundo impõe, balbuciando que não quer que passe um pederasta e mostre seus órgãos genitais pra ele porque ele é só uma criança – só uma criança! – e do outro lado ver um grupo de pessoas que se importam mais com a desgraça da novela das sete, do que com as desgraças dos seus próximos, me faz pensar que tem alguma coisa de errada, que o mundo está doente de superficialidade, e que não só eu, mas essa multidão inteira está precisando de uma solidão somente de cada um: Pra provar ser capaz de pisar no inabitado; provar ser capaz de conviver com o inexplicável; capaz de amar o que é inseguro; capaz de encarar um eu perdido e esquecido;capaz de desgarrar-se um pouco das inseguranças e seguranças e assumir a própria fragilidade sozinhos.

27 de novembro de 2008.

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Divagações mil

Junho 7, 2009

“Só estou um pouco desmantelada. Só isso. Onde andará mon petit? Meus cadernos de segredo e estantes de livros? Droga. Meus sapatinhos de algodão floridos? Os pés balançando no ar, o incenso queimando, o umbigo esticado no chão amadeirado do quarto. Oh. My sweet jazz. Por quê não te escuto rolando? Onde eu guardei tudo isso? Eu que sei? E quem é que sabe? Deus? Imagine você quantas alparcas Deus não tem que preocupar-se em dar aos pobrezinhos-de-marré-desci, para ter que ainda escutar meus caprichos de menina – Encontrar meus sapatos de algodão, onde já se viu pedido mais bobo. E eu nem quero esse luxo. O luxo de Deus preocupando-se comigo. Deus, te peço, cuide destas criancinhas sofridas, e livra-nos do mal. Depois descanse um pouquinho, que há de ficar muito cansado. Amém.

“Menina, menina. Até quando vai ficar aí dependurada na lua? Desafortunados são os que não sabem se caem na terra, ou sobem pro espaço!”. Que os mornos são abominados, bem sei. Mas e os irresolutos? Há céu para os miseráveis irresolutos?”

24 de novembro de 2008.

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Pequenas coisas avulsas

Junho 7, 2009

Procurei o nome do mal que me acomete nas listas catalogadas de casos com nomes impronunciáveis – mal físico, psicológico, psicossomático; manuais filosóficos, poéticos ou científicos.  Tantas citações separadas em tantas categorias, e nenhuma com seu nome: Lamenta-se, seu caso não tem prognóstico!

18 de maio de 2009.

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Pequenas coisas avulsas

Junho 7, 2009

Imagino a possibilidade de ir mais longe e fundo nisto que eu chamo de insanidade-alívio. Alucinada melhor que dolorida, é? Não sei. Quase sempre só consigo essa tristeza mal sentida e mal consentida.

Divagação demais, credo.

18 de abril de 2009.

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Pequenas coisas avulsas

Junho 7, 2009

Vou dormir. (Sonhar tem sido essencial)

18 de março de 2009.