Ainda é abril de um ano atrás no meu calendário. Ninguém brigou ou chorou escondido no quarto. Meu cabelo ainda é virgem e comprido. Você ainda me conhece pouco. Tenta me conhecer mais. Mas você ainda tem medo e não sabe se . Eu também tenho. E eu sei tão pouco. Mas sinto um fiasco de alegria barata. Eu ainda penso que seus olhos são segredos bons. Quero decifrá-los uma vida toda. E seu ombro é minha válvula de escape. Eu acabei de te contar debaixo de uma árvore o segredo que me doía, cada um tem um. Eu quis chorar no seu colo. Mas ainda é abril. E em abril tudo é cedo. Por isso escondi o primeiro choro manso. Calma, menino. É abril. Eu preciso ser feliz ainda. Você nem sabe o que vem depois. Mas você vai lembrar de abril com uma saudade violenta. E encontrar sua felicidade vai ser a utopia besta mais importante desta vida.
(Era abril, menino. Depois, fechou,
… Meu coração, quiçá.)